Dicas para máquina reta, overlock e galoneira

Máquina Reta
A primeira dica é tirar a chapa de agulha e fazer a limpeza dos dentes, pois, às vezes, fica muito pó e muito resíduo que vai forçando até a quebra da chapa.
Tome cuidado com o tipo de agulha. Às vezes, as pessoas colocam um tipo de agulha muito grossa para uma chapa de furo fino que acaba danificando o orifício da chapa; então, a linha desfia e quebra a toda hora. Se mudar a espessura da agulha mais fina para uma mais grossa, normalmente acima do número 14, é necessário regular a lançadeira. Caso não seja feita essa regulagem, o bico da lançadeira poderá danificar-se.
Tipos de agulhas. Se a máquina trabalha com a agulha DPx5 (cabo grosso) ou DBx1 (cabo fino), não tente mudar. As agulhas entram da mesma forma no encaixe, mas na hora de parafusar, o cabo pode ficar solto, o que também ocasiona falha de ponto. Outro motivo para a falha de ponto é a agulha estar torta ou com a cava colocada em posição errada; o lado correto é virada para dentro da máquina.

Falha de ponto. Quando a agulha quebra e bate na lançadeira, ela danifica a lançadeira, criando uma rebarba. Isso faz com que a linha desfie ou quebre.

A máquina também pode travar por falta de óleo na lançadeira se ele não estiver no nível correto ou quando a operadora deixa um excesso de linha muito grande na lançadeira e essa se enrola no espiral.

Quebra de linha. A mola de tensão da caixa de bobina pode estar gasta ou estragada, o bico da lançadeira pode estar com rebarba ou a lançadeira desregulada, fora do ponto. Outro fator é o furo da chapa estar danificado, também com rebarbas.
O cuidado com a lubrificação da máquina também é importante. O ideal é manter o óleo sempre no nível correto. Dependendo da vida útil do óleo e da quantidade de trabalho realizado na máquina, o prazo para a troca é de três a quatro meses. Existem alguns tipos de óleo que podem ser trocados a cada seis meses.
Verifique o tipo de agulha que está usando, procurando usar agulha correta de boa qualidade e na posição certa, tomando o cuidado de sempre substituí-la quando estiver rombuda ou torta.

Máquina Galoneira
Limpeza da chapa de agulha. Tirar a chapa e limpa-la. O ideal seria a limpeza de todo o equipamento.
Lubrificação. O mesmo procedimento de troca de óleo na máquina overlock você deverá adotar na galoneira.
Verificar se o furo da agulha está danificado ou áspero, pois isso pode fazer com que a linha desfie ou quebre.

O calcador da galoneira tem duas molas por onde entra sujeira e trava os guias laterais, que faz com que as molas se quebrem; outro problema é que as molas geralmente perdem pressão e quebram, o que pode fazer com que o ponto distorça.

Verifique a centralização da agulha em relação à chapa, pois isso pode fazer com que quebrem a agulha, a linha e o looper, pois a agulha fica raspando no furo.
Verificar o tipo de linha que está usando, pois, dependendo da qualidade, ela vai quebrar ou dar falhas no ponto; às vezes, o looper pode estar áspero, o que também gera a sua quebra. É preciso pedir ao mecânico que lixe e de uma polida no looper.
Verifique o tipo de agulha que está usando, procurando usar agulha correta de boa qualidade e na posição certa, tomando o cuidado de sempre substituí-la quando estiver rombuda ou torta


Máquina Overlock
A limpeza da máquina é muito importante. Se a costureira deixar a máquina cheia de pó ou resíduos internamente, vai ocasionar muitos problemas. Um deles é quando fica muito resíduo de tecido e pó entre a chapa e o dente. O ideal é tirar a chapa e fazer uma limpeza.

Se o corte da faca estiver ruim, ela pode “mastigar” o tecido, e se a faca não estiver regulada de acordo com o bico da chapa, sobra tecido na costura.
O cuidado com a lubrificação da máquina também é importante. O ideal é manter o óleo sempre no nível correto. Dependendo da vida útil do óleo e da quantidade de trabalho realizado na máquina, o prazo para a troca é de três a quatro meses. Existem alguns tipos de óleo que podem ser trocados a cada seis meses.
A passagem de linha errada não acerta o ponto, ou seja, também o faz falhar.

Verifique se não há linha próxima ao volante, pois, se houver e não for tirada, ela pode se enrolar no volante e travar a máquina. (esta observação é valida para todos os tipos de máquinas de costura)

Se a máquina travar mesmo, somente o mecânico deverá abri-la e verificar se alguma biela travou por falta de lubrificação, ou seja, fazer uma apuração mais detalhada.
Verifique o tipo de agulha que está usando, procurando usar agulha correta de boa qualidade e na posição certa, tomando o cuidado de sempre substituí-la quando estiver rombuda ou torta

DICAS SOBRE BORDADO

Quero dar uma dica para quem não tem máquina de costura que isole os "dentes", existe uma chapa que pode ser utilizar, é chamada de chapa de agulha e esconde os dentes permitindo o bordado e quilt livre. Quem não tem esse assessório pode compra-lo nas casas especializadas em conserto e vendas de assessórios para a máquina de costura.


Se não estou enganada, os pés de quilt e quilt livre são "universais" e servem a principio para qualquer máquina.

Pela minha experiência, que aprendi a duras penas, é que o sucesso do quilt está também em uma alinhavo bem feito, o sanduíche - top, manta e forro - devem estar bem unidos para que o forro não enrugue.

Outra coisa que aprendi é que deve-se sempre iniciar o trabalho do centro para fora e no caso do quilt reto fazer cada costuras em um sentido diferente - uma indo outra voltando isto também auxilia a evitar que o forro fique com dobras.

E para garantir sempre que possível, dou uma conferida a cada costura
 
Pessoal, aqui no Brasil temos alguns tipos de hastes para pé calcadores: a da Singer, da Brother e da Elgin. Algumas vezes a gente consegue adaptar, mas nem sempre. Eu tenho máq da Singer, é o mais fácil de encontrar.


O pé de quilt livre costuma ter um 'bracinho' que se apoia no parafuso da agulha. Também tem uma 'argola' em sua base, que funciona como um bastidor, esticando o tecido para que a agulha penetre com mais firmeza. O ideal é deixar o comprimento de ponto da máquina quase no zero, mas não no zero, os mecânicos de máquina dizem que deixar no zero ao quiltar força o motor. Eu não costumo usar a placa isolante dos dentes impelentes (os dentinhos 'furiosos'), porque a placa deixa a base mais alta e diminui o vão entre o pé e a base, prefiro deixar sem placa. É questão de costume.



O ponto do quilt livre é formado por uma combinação entre o seu movimento e a velocidade da máquina.

Se vc for rápido demais e a máquina estiver acelerada, precisará se mexer muito mais rápido para acompanhar, cansa manter esse ritmo.

Se vc for devagar demais e a máquina estiver rápida, o ponto fica beeeeem pequenino (o cão chupando manga pra desmanchar depois, se for o caso).

Se vc for rápido demais e a máq. estiver devagar, o ponto fica gigantessssco. Ruim pq fica fácil de estourar (e é feio).



O ideal é encontrar o equilíbrio: máquina não muito rápida, você mexendo o tecido em um ritmo agradável, pontos parecidos com o que a gente faria normalmente. Afinal, no quilt livre o controle do tamanho do ponto é feito por você, não pelo mecanismo da máquina e essa que é a graça da coisa.



Vai parecer um absurdo o que eu vou comentar, mas é verdade: lembrem-se de respirar enquanto quiltam. É, não prendam a respiração, seres humanos precisam de ar pra viver, tá? ;-)



De resto é treino. Montem um sanduíche tecido+manta+forro e treinem. Qto mais prática, melhor. E treinem como aquecimento antes de pegar na peça a sério. 2 minutos fazem uma diferença braba no resultado.